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Dirceu Herrero
Até o início deste ano o setor de Tecnologia da Informação (TI) de Maringá e região contabilizava um déficit de 150 profissionais. Com a formatura, ontem, de 60 alunos do curso de Desenvolvedor e Suporte de Software, nos próximos dias o déficit cairá. É que, somente entre as 30 empresas associadas à Software by Maringá, entidade que organizou o curso, foram abertas 29 vagas, todas registradas na Agência do Trabalhador.
“Temos a certeza de que os empresários cumprirão a contrapartida de contratar 80% dos formandos que estavam desempregados no início do curso”, frisou o Secretário de Estado do Trabalho, Emprego e Promoção Social, Tércio Albuquerque, durante a formatura de 35 alunos em Maringá. A formatura dos outros 25 alunos foi realizada em Campo Mourão.
Tércio Albuquerque frisou que existem três setores no estado em que há grande déficit de mão de obra: construção civil, confecção e extração mineral. Para ele, uma das razões para o déficit de trabalhadores é o Bolsa Família. “Infelizmente, hoje este benefício é considerado como a primeira renda das famílias. Na verdade, ele deveria ser uma bolsa complementar”, frisou.
Segundo o secretário, é preciso trabalhar para mudar esta realidade. E ele elogiou a união de empresários e poder público que está viabilizando diversos cursos em Maringá, principalmente na área de Tecnologia da Informação. O próprio prefeito Silvio Barros disse que tem sido muito cobrado pelo APL (Arranjo Produto Local) de TI.
“Quando os empresários cobram é porque estão trabalhando, estão criando projetos e porque querem crescer. Então, nós temos que fazer a nossa parte e viabilizar as ações”, enfatizou o prefeito. O Diretor do Senai-Pr, parceiro na viabilização do curso de desenvolvedor, também elogia a iniciativa dos empresários. “A razão de ser do Senai é a existência das empresas. Por isso, temos que atender os anseios da área e qualificar trabalhadores”, disse.
O Coordenador do APL de Software de Maringá e Região, Sérgio Yamada, engrossa o caldo da união e diz que “trabalhar coletivamente é a melhor forma de multiplicar resultados”. Yamada elogiou a atuação do presidente da SbM, Ademir Faria, que trabalhou pela viabilização do curso. O presidente disse que a formatura é uma prova de “superação” de empresários e poder público.
“Superamos o comodismo ao bater na porta do secretário em Curitiba e pleitear o curso e, principalmente, ao acreditar no poder público, que demonstrou ter capacidade de realizar com ótimos resultados”, explicou Faria. A formatura dos alunos foi realizada no CTM-Senai de Maringá. O curso foi viabilizado através de parceria da SbM com a Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Promoção Social, FAT, Ministério do Trabalho e Emprego, APL de Software, Sebrae-PR e CTM-Senai. A iniciativa foi realizada através do PlanTeQ – Plano Territorial de Qualificação e é 100% financiada pelo FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e os alunos ainda recebem passes para transporte coletivo.
Fonte:
Assessoria de Imprensa da Software by Maringá |